Pesquisas do Projeto Golfinho Rotador revelam que os golfinhos-rotadores de Fernando de Noronha vivem em uma sociedade matriarcal, onde as fêmeas exercem papel central na reprodução, cuidado parental e transmissão cultural. Durante 30 anos de estudo, cientistas observaram que as golfinhas são responsáveis pelos laços familiares, ensinando filhotes estratégias de sobrevivência e mantendo a estabilidade genética da população. A estrutura social é fluida, com machos circulando entre grupos, enquanto as fêmeas permanecem fiéis ao território, garantindo a continuidade da espécie.
As fêmeas também dominam o comportamento sexual, controlando as cópulas e escolhendo parceiros com base em estímulos específicos. Estudos recentes indicam que, assim como humanos, as golfinhas têm sexo por prazer, com um clitóris altamente sensível. Além disso, demonstram solidariedade, ajudando no parto e no cuidado dos filhotes de outras fêmeas, aumentando as chances de sobrevivência da prole.
A pesquisa destaca a importância da conservação desses animais, já que a baixa diversidade genética da população está diretamente ligada ao pequeno número de fêmeas fundadoras. Como guardiãs do conhecimento e da genética, as golfinhas são essenciais para a preservação da espécie. O Projeto Golfinho Rotador, ativo desde 1990, reforça a necessidade de áreas protegidas para garantir a privacidade e o bem-estar desses animais, celebrando um exemplo de liderança feminina na natureza.