Mato Grosso se destaca como um dos maiores produtores de grãos do mundo, sendo o quarto maior produtor de soja globalmente. O estado, com uma produção de 42 milhões de toneladas na última safra e expectativas de alcançar 47 milhões nesta, lidera a produção de grãos, fibras, carnes e etanol de milho. Apesar desse crescimento expressivo, o estado preserva 62% de sua vegetação nativa, devido a práticas sustentáveis e inovações tecnológicas, como o uso de drones, inteligência artificial e big data. Além disso, Mato Grosso possui um grande potencial hídrico, o que pode viabilizar uma terceira safra e expandir culturas como o feijão.
Ao longo das últimas décadas, o estado passou de uma fronteira agrícola para um polo agropecuário de relevância global. Na década de 1960, Mato Grosso recebeu pioneiros de diversas regiões do Brasil, que enfrentaram desafios significativos para transformar terras inexploradas em áreas produtivas. Entre os principais responsáveis por essa transformação estão nomes como Ariosto da Riva e Alysson Paolinelli, este último, fundamental para a criação da Embrapa e o desenvolvimento dos Cerrados. Contudo, a infraestrutura do estado não acompanhou o ritmo de seu crescimento, e a logística continua a ser um dos maiores obstáculos.
Para melhorar o escoamento da produção, o projeto da Ferrogrão, que visa conectar o norte do estado aos portos do Arco Norte, se apresenta como uma solução promissora. Atualmente, o transporte de grãos por rodovias precárias gera altos custos logísticos e impacto ambiental. A Ferrogrão, ao reduzir a emissão de carbono em 77%, pode tornar a logística mais eficiente e sustentável. Apesar dos desafios, a força do agronegócio de Mato Grosso continua a impulsionar a economia e a qualidade de vida no estado, oferecendo oportunidades em diversos setores e elevando o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH).