Mais de 1.000 pessoas, em sua maioria civis, foram mortas em confrontos em regiões da Síria habitadas por alauítas, uma minoria religiosa associada ao ex-regime de Bashar al-Assad. O Observatório Sírio para os Direitos Humanos relatou que entre sábado e domingo, 745 civis, 125 membros das forças de segurança e 148 combatentes leais a Assad foram mortos nas províncias de Latakia e Tartous. O massacre foi descrito por um porta-voz da comunidade alauíta na Europa como uma limpeza étnica promovida por um governo extremista, com corpos sendo descartados para esconder as evidências.
O novo governo sírio, liderado pelo grupo HTS, que derrubou Assad, é acusado de perseguir e matar membros da comunidade alauíta, além de destruir suas propriedades. Membros dessa comunidade pedem intervenção internacional, afirmando que o ataque é um genocídio motivado por diferenças religiosas. Eles alertam para os riscos de legitimar governos extremistas que possam não apenas continuar a repressão contra eles, mas também afetar outras minorias no país.
O governo sírio, por meio de seu líder Ahmad al-Sharaa, anunciou a formação de uma comissão independente para investigar as violações de direitos humanos e responsabilizar os culpados. A escalada de violência gerou reações internacionais, com a ONU, os Estados Unidos, a Rússia e outros países pedindo uma reunião do Conselho de Segurança para tratar da situação. Autoridades internacionais pedem a cessação imediata das mortes e garantias de proteção para os civis sírios.