Em Pernambuco, um caso recente de maus-tratos contra uma criança de 4 anos, encontrada amarrada no quintal de casa, reacendeu o debate sobre violência infantil. Dados da Secretaria de Defesa Social (SDS) mostram que, apenas nos dois primeiros meses de 2025, houve mais de 1,2 mil denúncias de agressões contra menores no estado. Especialistas destacam que cerca de 80% desses casos ocorrem dentro de casa, envolvendo violência física, psicológica, sexual ou negligência, conforme explicou uma psicóloga especializada em terapia infantil.
A identificação de sinais de abuso inclui mudanças comportamentais, como alterações no humor, sono ou retraimento social, além de marcas físicas. A abordagem deve ser cuidadosa, evitando perguntas diretas que possam induzir respostas ou criar falsas memórias. A prevenção passa por diálogo constante com as crianças, ensinando-as sobre autocuidado e limites corporais, enquanto escolas e profissionais de saúde têm papel crucial nessa conscientização.
Para denunciar, canais como o Disque 100, delegacias especializadas e o Conselho Tutelar garantem sigilo e anonimato. Em casos confirmados, a criança é encaminhada para avaliação médica e, se necessário, para abrigos quando a família não oferece proteção. A legislação brasileira tipifica crimes como maus-tratos e tortura, este último considerado hediondo, com penas severas. O aumento nas denúncias após casos emblemáticos revela a importância da mobilização social contra a violência infantil.