O presidente francês Emmanuel Macron reagiu aos comentários do Kremlin nesta quinta-feira (6), após a Rússia alertá-lo sobre suas declarações envolvendo retórica nuclear e comparações com a fracassada tentativa de Napoleão de conquistar o país. Macron reafirmou, durante uma cúpula da União Europeia em Bruxelas, que a Rússia está se rearmando rapidamente desde a invasão da Ucrânia e, caso não seja devidamente dissuadida, pode expandir suas ações militares para outros países. O presidente francês também afirmou que Putin está cometendo um “erro histórico” ao tentar agir como um poder imperialista, comparando-o ao imperador francês.
Em resposta a críticas sobre sua postura, Macron destacou que, em conversas anteriores, o presidente russo teria se contradito, especialmente em relação aos acordos de Minsk, que foram assinados após a invasão da Crimeia em 2014. Além disso, Macron abordou questionamentos sobre a lealdade da França aos Estados Unidos, relembrando o apoio francês e europeu durante a intervenção no Afeganistão após os ataques de 11 de setembro. Ele também mencionou a lealdade histórica das nações europeias em situações de conflito.
O presidente francês, por fim, sugeriu que os líderes europeus considerem estender a dissuasão nuclear francesa a toda a União Europeia, e mencionou conversas em andamento para reforçar a cooperação até o primeiro semestre de 2025. Macron convidou os demais líderes da UE para uma reunião sobre segurança e defesa, com um encontro marcado para a próxima terça-feira (11) em Paris, onde a criação de um exército europeu será discutida.