Durante o período da pandemia, Lord Agnew, ex-ministro do Gabinete responsável pelas compras públicas, se manifestou sobre a polêmica “via rápida” para a aquisição de equipamentos de proteção individual (EPIs). Em sua defesa, ele argumentou que a criação dessa via foi essencial para suprir as carências de material em um contexto de crise, embora reconheça que alguns contratos possam ter sido dados a indivíduos de má fé.
Lord Agnew também refutou a ideia de que o esquema teria sido parte de um plano para beneficiar um grupo específico de pessoas ou enriquecer aliados políticos. Segundo ele, a decisão foi tomada com o objetivo de garantir o fornecimento de EPIs durante uma emergência de saúde pública, e não para favorecer interesses privados. A crítica à atuação de algumas empresas que receberam contratos, porém, é reconhecida.
Além disso, o ex-ministro criticou a abordagem da investigação sobre a Covid-19, mencionando que a obsessão excessiva sobre a “via prioritária” na apuração dos eventos é um erro. Ele argumenta que, no contexto de uma emergência, as decisões foram tomadas com base na necessidade urgente e não com motivações políticas.