Líderes europeus reunidos em Paris declararam apoio contínuo à Ucrânia, incluindo o fortalecimento de seu Exército e a manutenção das sanções contra a Rússia. O presidente francês destacou a possibilidade de enviar tropas europeias ao território ucraniano, embora ressaltando que não se trataria de uma missão de paz tradicional. A proposta gerou forte reação da Rússia, que alertou para o risco de um conflito direto com a Otan.
Durante o encontro, foi discutido o uso de 230 bilhões de euros em ativos russos congelados para reconstruir a Ucrânia, danificada pela guerra. No entanto, há divergências entre os países participantes: a Hungria se opõe ao envio de soldados, enquanto a Itália condiciona sua participação a uma operação sob a ONU. A primeira-ministra italiana também sugeriu a inclusão dos Estados Unidos no grupo, refletindo incertezas sobre o futuro do apoio americano.
O presidente francês enfatizou a necessidade de a Europa se preparar para cenários desfavoráveis, incluindo a possibilidade de os EUA reduzirem seu envolvimento. A reunião reforçou o compromisso com a segurança continental, mas deixou claro que as decisões futuras dependerão da evolução do conflito e da união entre os aliados.