O líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias, celebrou a decisão de Eduardo Bolsonaro de permanecer nos Estados Unidos e se licenciar de seu cargo de deputado federal. Para Farias, essa medida impede que o deputado assuma a presidência da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (Credn), o que, segundo ele, poderia resultar em declarações contrárias aos interesses do Brasil, especialmente no que diz respeito a teorias conspiratórias. O petista também expressou preocupações sobre a possível influência de Eduardo Bolsonaro na política externa brasileira, dada sua atuação nos Estados Unidos.
O PT havia se oposto à ideia de que Eduardo Bolsonaro presidisse a Credn devido ao seu envolvimento com um projeto nos EUA que poderia dificultar a entrada do ministro do STF Alexandre de Moraes no país. Esse contexto levou Lindbergh a pedir a apreensão do passaporte de Eduardo, argumentando que ele estava agindo contra os interesses nacionais. A decisão de Eduardo de se afastar do Brasil, agora, impossibilita sua indicação para a presidência da comissão, o que favorece a candidatura de outro nome dentro da oposição.
A Câmara dos Deputados está em processo de instalação das comissões, com a definição das lideranças ocorrendo em 18 de março de 2025. A Credn é uma das comissões que ainda enfrenta impasses, com a disputa pela presidência sendo um dos principais pontos de discordância entre os partidos. O presidente da Câmara, Hugo Motta, deve formalizar as indicações em reunião com os líderes partidários, garantindo a configuração das comissões na sequência.