Em 18 de março de 2025, a administração de Donald Trump divulgou publicamente milhares de páginas de documentos classificados relacionados ao assassinato de John F. Kennedy, ocorrido em 1963. A medida, que seguiu uma ordem executiva de janeiro do mesmo ano, tem como objetivo promover maior transparência e restaurar a confiança pública nas agências de inteligência. A liberação inclui scans, fotografias e gravações de áudio, algumas das quais apresentam desgaste devido ao tempo, mas fornecem novos dados sobre as investigações.
Embora teorias conspiratórias, como a possível ligação de Lee Harvey Oswald com a KGB, sejam mencionadas, os documentos não alteram a conclusão histórica da Comissão Warren, que apontou Oswald como o único responsável pelo crime. A iniciativa de divulgação foi amplamente vista como um avanço na desclassificação de informações, mas não inclui todos os registros prometidos, com uma significativa parte dos documentos ainda sob sigilo ou proteção por questões de segurança.
Especialistas destacam que, apesar da relevância das informações liberadas, não se espera que novos dados causem grandes surpresas, já que muitos desses documentos já estavam disponíveis desde 1988. Além disso, a liberação também reflete um esforço para atender a uma demanda histórica por maior transparência em torno de eventos significativos da década de 1960, como os assassinatos de figuras políticas e direitos civis. O movimento busca mitigar críticas sobre a retenção de informações por parte das agências de inteligência, embora ainda deixe dúvidas quanto à totalidade dos arquivos disponíveis.