Nesta sexta-feira (28), ocorreu o leilão do lote Alto Tietê, que inclui as linhas 11, 12 e 13 da CPTM, com participação de CCR e Comporte. O critério para a escolha do vencedor foi o maior desconto sobre os pagamentos governamentais ao longo dos 25 anos de concessão. O projeto exigirá investimentos de R$ 14 bilhões, com contribuição adicional de R$ 10 bilhões do governo, e prevê a construção de oito novas estações e a reforma de 24 existentes, além da eliminação de passagens em nível para maior segurança e eficiência.
O Goldman Sachs analisou que, caso a CCR vença, o potencial de valorização pode ser limitado, representando cerca de 2% de sua capitalização de mercado. O banco destacou a sensibilidade da Taxa Interna de Retorno (TIR) e do Valor Presente Líquido (VPL) devido ao alto volume de investimentos e ao desconto aplicado aos pagamentos. Além disso, ressaltou a possibilidade de retorno adicional se a concessionária conseguir reduzir custos de investimento, embora mantenha recomendação de venda para as ações da CCR.
A concessão visa melhorar a operação das linhas, reduzindo o intervalo entre trens e aumentando a capacidade de transporte, com previsão de atender 1,3 milhão de passageiros por dia até 2040. O leilão marca um passo importante na modernização do transporte metropolitano, com impacto significativo na mobilidade urbana e no desenvolvimento da região. O resultado definirá os rumos do projeto, que promete maior eficiência e segurança para os usuários.