Agentes do mercado imobiliário e financeiro preveem alta demanda no leilão de Certificados de Potencial Adicional de Construção (Cepacs) da Operação Urbana Faria Lima, marcado para ocorrer até meados deste ano. Com um estoque que pode gerar até R$ 3 bilhões, o certame é visto como crucial para impulsionar projetos parados na região, especialmente de incorporadoras que já possuem terrenos ou opções de compra. Fontes do setor destacam que pelo menos cinco a seis empreendimentos dependem desses títulos para avançar, indicando que a demanda deve esgotar grande parte dos Cepacs ofertados.
Entre os possíveis participantes do leilão estão empresas como a Partage, dona de imóveis de alto valor na Faria Lima, e a Stan, que planeja um edifício corporativo em terreno estratégico. A Bolsa de Imóveis, com três projetos na área, também é cotada como concorrente. Além disso, o Itaú Unibanco, proprietário do Edifício Faria Lima 3.500, pode buscar Cepacs para expandir sua sede, que tem potencial para aumentar sua área construída em 60%.
A região passará por transformações significativas, como a revitalização do antigo Octávio Café, estudada pela família Quércia, e o desenvolvimento de um novo complexo no Largo da Batata pela Jacarandá Capital. O leilão, último da Faria Lima, não só atrai o setor imobiliário, mas também reflete a crescente valorização da região, consolidando-a como um polo de negócios e inovação em São Paulo.