O texto relata uma experiência pessoal em que a cadela da família, Bela, fugiu de casa, mas foi recuperada graças a uma rede de apoio formada por pessoas solidárias. Esse episódio ilustra o poder da cooperação coletiva, um tema que se repete em situações de crise, como as enchentes no Rio Grande do Sul em 2024 e o incêndio em Los Angeles em 2025, onde a mobilização de voluntários e doadores demonstrou a capacidade humana de se unir em momentos difíceis. A narrativa também destaca como séries como “Adolescência” e iniciativas culturais podem despertar empatia e reflexão sobre problemas sociais.
Além disso, o texto aborda a busca por soluções criativas diante de desafios complexos, citando o exemplo da “receita de museu” na Suíça, que incentiva visitas culturais como forma de terapia. No Brasil, a exposição “Dentro”, da fotógrafa Adriana Bittar, é sugerida como uma “receita cultural” para inspirar sensibilidade e conexão com a arte, especialmente em um mundo onde as redes sociais muitas vezes disseminam conteúdos negativos. A mostra, que retrata a biodiversidade brasileira em preto e branco, convida o público a encontrar beleza mesmo na ausência de cores.
Por fim, o autor reflete sobre a dualidade da natureza humana, que oscila entre violência e compaixão, mas enfatiza que ainda há esperança na capacidade de agir coletivamente. A mensagem central é um chamado para que as pessoas cultivem laços de solidariedade e apreço pela cultura, encontrando formas de transformar angústia em ação e beleza, mesmo em cenários desafiadores.