O Kremlin indicou que as conversas entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o líder russo, Vladimir Putin, podem ter ocorrido mais vezes do que as anunciadas publicamente. O porta-voz Dmitry Peskov afirmou que a Rússia informou sobre as conversas das quais tinha conhecimento, mas não pode descartar a possibilidade de outros telefonemas. Até o momento, apenas dois telefonemas entre os dois líderes foram revelados: um em 12 de fevereiro e outro em 18 de março.
O primeiro telefonema entre Trump e Putin resultou em declarações sobre negociações para encerrar a guerra na Ucrânia, seguidas por encontros entre delegações dos EUA e da Rússia na Arábia Saudita. Já o segundo telefonema discutiu uma proposta de cessar-fogo de 30 dias na Ucrânia, proposta que Putin não aceitou, embora tenha havido acordos sobre a interrupção de ataques à infraestrutura energética. Esses eventos indicam uma relação potencialmente mais próxima entre os dois líderes, apesar das divergências em questões importantes.
Além disso, o Kremlin trouxe à tona detalhes curiosos sobre a relação entre Trump e Putin, como a encomenda de um retrato de Trump por Putin, que foi entregue a ele por um enviado dos EUA, e o fato de o presidente russo ter orado por Trump após a tentativa de assassinato contra o presidente americano. A proximidade entre Moscou e Washington, especialmente em um momento de distanciamento dos EUA com seus aliados europeus, tem gerado preocupações no Ocidente, que observa com atenção o desenvolvimento das negociações e a relação entre os dois líderes.