Um homem queniano, que foi injustamente condenado à morte pelo assassinato de um turista britânico em 2011, está processando a polícia metropolitana do Reino Unido por seu envolvimento no caso. Ele permaneceu preso por mais de uma década em condições consideradas “terríveis” por seus advogados, até que sua condenação fosse anulada em 2023. Novos e-mails revelam que o caso causou “pânico” no Ministério do Interior britânico, indicando possíveis falhas no processo.
O homem, cuja identidade foi preservada em respeito às normas éticas, alega que as autoridades britânicas colaboraram com investigações conduzidas de maneira inadequada no Quênia. Seus representantes legais afirmam que não houve provas suficientes para sustentar a condenação, que dependeu fortemente de confissões obtidas sob coerção. A situação levanta questões sobre a cooperação internacional em casos criminais e os riscos de injustiça.
O caso ocorreu após o ataque a um casal de turistas britânicos na costa queniana, em que o homem foi morto e a mulher, sequestrada. Apesar da gravidade do crime, a anulação da sentença destacou falhas no sistema judicial. Agora, o processo busca compensação pelos anos de prisão injusta, enquanto autoridades revisam os procedimentos para evitar erros semelhantes no futuro.