O governador do Kentucky, Andy Beshear, vetou um projeto de lei que buscava revogar sua ordem executiva que proíbe a terapia de conversão — prática que tenta alterar a orientação sexual ou identidade de gênero de uma pessoa. No entanto, legisladores estaduais, majoritariamente republicanos, devem derrubar o veto, intensificando os ataques contra a comunidade LGBTQ+, especialmente jovens. Mais de 500 projetos anti-LGBTQ+ foram propostos em assembleias legislativas estaduais em 2025, segundo a ACLU, refletindo um movimento conservador fortalecido por elementos de nacionalismo cristão.
A terapia de conversão foi descredibilizada por organizações médicas, como a Associação Americana de Psicologia, por ser ineficaz e prejudicial. Estudos mostram que jovens submetidos a essa prática têm maior risco de depressão, transtorno de estresse pós-traumático e tentativas de suicídio. Apesar de 23 estados proibirem a prática, terapeutas continuam a oferecê-la sob outros nomes, como “terapia reparativa”. Além disso, a Suprema Corte analisará casos que podem impactar tanto as proibições de terapia de conversão quanto o acesso a cuidados médicos para pessoas trans.
Especialistas alertam que a ideologia por trás da terapia de conversão está ligada a legislações anti-trans, que questionam a validade das identidades de gênero. Enquanto alguns tribunais mantêm as proibições, outros as consideram violações à liberdade de expressão, criando divergências jurídicas. A expectativa é que a Suprema Corte, ao julgar um caso sobre o tema em 2026, possa estabelecer um precedente nacional. Enquanto isso, a comunidade LGBTQ+ enfrenta um cenário de crescente hostilidade, com ações governamentais restringindo direitos e visibilidade.