A morte de Diego Maradona, ocorrida há quatro anos, volta à atenção pública com o início do julgamento de sete profissionais de saúde envolvidos no caso. Eles são acusados de homicídio simples com dolo eventual, alegando-se responsáveis pela morte do ex-jogador devido à falta de cuidados médicos adequados. O processo judicial aponta que a equipe médica não agiu com a devida diligência, deixando Maradona em um estado de saúde crítico sem o monitoramento necessário após sua cirurgia para a remoção de um hematoma subdural. A pena para os acusados pode variar de 8 a 25 anos de prisão.
Maradona, que sofria de diversas condições de saúde, incluindo dependência de álcool e drogas, além de doenças hepáticas e renais, recebeu alta de uma clínica onde estava sendo tratado e foi levado para sua residência em Buenos Aires. A decisão foi tomada com o consentimento da família, mas, segundo a acusação, a equipe médica não seguiu as recomendações sobre a necessidade de cuidados especializados contínuos. O processo destaca que Maradona deveria ter permanecido sob monitoramento constante, particularmente no que diz respeito a seu quadro cardíaco.
O julgamento, que conta com mais de 190 testemunhas, segue sendo acompanhado com grande atenção na Argentina. O caso está sendo analisado de forma detalhada, com base em uma vasta quantidade de provas, como gravações de áudio, exames e perícias em dispositivos móveis. O processo também critica a gestão da saúde de Maradona, que, segundo a acusação, foi negligenciada pela equipe médica, que ainda teria manipulado a situação para afastar a família e controlar informações sobre o estado de saúde do paciente. O julgamento deverá durar até julho, com três audiências por semana.