Os juros futuros intermediários e longos registraram queda superior a 10 pontos-base nesta quinta-feira, 13, com o movimento sendo impactado pela desvalorização dos Treasuries. A diminuição das taxas locais foi também impulsionada pela venda de 27 milhões de LTNs pelo Tesouro Nacional, o maior lote desde dezembro de 2020, o que levou à desmontagem de algumas posições de hedge no mercado. O comportamento do mercado foi influenciado por dados negativos, como a queda de 0,2% no volume de serviços em janeiro, que acentuou as expectativas de desaceleração econômica e contribuiu para a redução das taxas de juros.
A curva de juros mostrou uma reação significativa à queda dos Treasuries, com as taxas mais longas renovando mínimas no período da tarde. O economista-chefe da Ativa Investimentos destacou que o movimento poderia ser uma reação técnica, após o leilão do Tesouro, que inicialmente causou apreensão entre os operadores. Contudo, o mercado parece ter absorvido o risco, e o ajuste nos DIs sugeriu que as taxas poderiam ter se estabilizado, aguardando mais dados na próxima semana.
A expectativa para a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, que ocorrerá em menos de uma semana, é de alta de 1 ponto percentual na Selic. Apesar da queda nas taxas mais longas, os DIs curtos não apresentaram uma diminuição expressiva, sinalizando a resistência do mercado devido à decisão de política monetária iminente. Analistas também apontam que a desaceleração da atividade econômica, evidenciada pelos dados de serviços e indústria, tem pressionado as taxas para baixo, mas o aumento do consumo, devido a medidas governamentais e ajustes salariais, pode interferir na inflação em 2025.