O e-commerce no Brasil tem mostrado um crescimento notável, impulsionado pela popularidade do Pix e pela crescente acessibilidade à tecnologia. Estima-se que as lojas virtuais do país possam faturar mais de US$ 585 bilhões nos próximos dois anos, um aumento de 70% em relação a 2024. O setor varejista é o maior responsável por esse crescimento, mas o mercado brasileiro enfrenta desafios devido à forte competição de empresas internacionais, especialmente de países asiáticos. Esses desafios se tornam ainda mais intensos com o aumento da taxa de juros e o impacto do câmbio sobre as operações locais.
As empresas internacionais, que têm ganhado espaço no Brasil, representam cerca de 7% do mercado de e-commerce, com destaque para grandes varejistas chinesas. O movimento cross-border, onde as empresas operam de fora mas comercializam seus produtos no Brasil, tem sido uma estratégia de teste para muitas dessas marcas. Se o negócio se expandir, elas tendem a nacionalizar suas operações. A competitividade desses players internacionais se dá principalmente pela vantagem de preços mais baixos, enquanto os varejistas brasileiros tentam se adaptar e fortalecer suas estratégias.
Além dos desafios econômicos, o mercado brasileiro enfrenta pressões externas, como tarifas e questões diplomáticas. No entanto, especialistas apontam que a diversificação de mercados e o uso de inovações, como inteligência artificial e gamificação, são alternativas que podem ajudar as empresas locais a se manterem competitivas. A resiliência histórica do e-commerce brasileiro é vista como uma vantagem, permitindo que as empresas se adaptem a cenários econômicos complexos e se reposicionem para continuar crescendo no mercado global.