Dois agentes de segurança serão submetidos a júri popular pela morte de uma jovem grávida durante uma operação no bairro Lins de Vasconcelos, na zona norte do Rio de Janeiro, em junho de 2021. A decisão foi tomada com base em provas técnicas, incluindo laudos necroscópicos e simulações de disparos, que indicaram indícios suficientes para levar o caso a julgamento. Os acusados aguardam a definição da data do júri em liberdade.
De acordo com a magistrada responsável, as evidências nos autos comprovam a materialidade do crime, embora testemunhos orais não tenham sido conclusivos sobre a origem do disparo fatal. A vítima, que estava visitando a avó em uma comunidade local, foi atingida por um tiro de fuzil no tórax. O Ministério Público sustenta que os tiros partiram dos agentes durante um confronto com suspeitos.
O caso ganhou repercussão após alegações de que não havia troca de tiros no momento em que a jovem foi atingida. A decisão judicial destacou a importância das provas técnicas para fundamentar a acusação, enquanto familiares e defensores aguardam o desfecho do processo. O júri popular será responsável por determinar a responsabilidade dos envolvidos.