Uma juíza federal dos Estados Unidos suspendeu a proibição do governo de Donald Trump que impedia pessoas transgênero de se alistarem nas forças armadas. A decisão foi tomada com base na Declaração de Independência dos Estados Unidos, que afirma que todos os seres humanos são iguais. A medida havia sido determinada por Trump em janeiro, excluindo as pessoas trans do Exército e gerando uma ação judicial por parte de militares transgêneros e aqueles que desejam se alistar.
A magistrada responsável pela decisão considerou que o decreto violava o princípio da igualdade, sem apresentar justificativas legais ou racionais para a exclusão dessa parcela da população das forças armadas. Ela afirmou que o governo poderia ter criado uma política mais equilibrada, que respeitasse tanto a necessidade de um Exército preparado quanto os direitos à igualdade de proteção para todos os cidadãos. A suspensão da medida, portanto, impede que o recrutamento de pessoas trans seja interrompido, além de evitar expulsões de membros trans que já estavam em serviço.
O governo Trump já havia adotado restrições contra pessoas transgênero em seu primeiro mandato, limitando o alistamento de indivíduos que precisavam de tratamentos hormonais ou cirurgia de transição. Após a eleição de Joe Biden, essas medidas foram revertidas, com o novo presidente permitindo novamente o alistamento de pessoas trans, reforçando que todos os cidadãos qualificados devem ter a oportunidade de servir no Exército. Estima-se que cerca de 15.000 pessoas trans sirvam atualmente nas forças armadas dos Estados Unidos.