Um juiz federal dos Estados Unidos determinou o bloqueio indefinido do processo de desmantelamento da Agência dos EUA para o Desenvolvimento Internacional (USAID), suspendendo também a possibilidade de funcionários do Departamento de Eficiência Governamental (DOGE) compartilharem dados pessoais sensíveis mantidos pela agência. A decisão representa uma vitória importante para aqueles que questionam o envolvimento de setores privados em funções governamentais, especialmente no contexto do desmantelamento de órgãos públicos.
O juiz Theodore D. Chuang, do Tribunal Distrital dos EUA em Maryland, alegou que as ações tomadas para fechar a USAID provavelmente violariam a Constituição dos Estados Unidos. Essa decisão ocorreu em resposta a uma ação judicial movida por ex-funcionários da agência e tem como pano de fundo o rápido processo de reestruturação que afetou a operação de diversas funções da USAID, com impactos tanto no apoio internacional quanto no cumprimento de programas de assistência.
A medida judicial segue uma série de desafios legais relacionados aos cortes e mudanças que afetaram a USAID, como a redução de programas e a interrupção de ajuda a países em desenvolvimento. A decisão destaca a crescente preocupação sobre os impactos da diminuição da atuação de agências governamentais no exterior e o papel de agentes externos na administração pública.