Um juiz federal dos Estados Unidos decidiu que uma ação coletiva contra o bilionário dono da X (antigo Twitter) pode seguir adiante. Os acionistas alegam que houve atraso intencional na divulgação de sua participação inicial na empresa, o que teria afetado o valor das ações. O juiz Andrew Carter, de Manhattan, considerou que as alegações de fraude, incluindo registros regulatórios inadequados e tweets enganosos, foram apresentadas de forma plausível, embora tenha rejeitado algumas outras reivindicações do processo.
Text: De acordo com a ação, o prazo para divulgar a compra de 5% das ações do Twitter foi ignorado, e a participação de 9,2% só foi revelada 11 dias depois. Os acionistas afirmam que isso os prejudicou, pois venderam ações a preços abaixo do valor real, enquanto o acusado teria economizado mais de US$ 200 milhões. O juiz destacou que a divulgação da participação poderia ter sido interpretada como enganosa, sugerindo um investimento passivo, quando, na realidade, havia planos de adquirir a empresa.
Text: O processo também menciona tweets que, segundo os autores, reforçam a intenção de induzir ao erro. O juiz não se pronunciou sobre o mérito do caso, mas considerou os argumentos suficientes para continuar a ação. Enquanto isso, a SEC também investiga a demora na divulgação. O valor das ações do Twitter subiu 27% após a revelação da participação, em abril de 2022. Os advogados do executivo não se manifestaram sobre a decisão.