O crescimento de plataformas como Outlier, especializada em treinamento de dados para inteligência artificial (IA), tem atraído jornalistas em busca de novas fontes de renda. A empresa, gerenciada pela Scale AI, conecta trabalhadores remotos com tarefas que envolvem a verificação de fatos, a classificação de respostas de modelos de IA e a revisão de dados, oferecendo uma alternativa para jornalistas que enfrentam uma escassez de vagas no mercado tradicional. Muitos desses profissionais, com experiência em áreas como escrita, pesquisa e checagem de fatos, começaram a ver essa atividade como uma solução flexível para complementar ou até substituir sua renda.
Essas plataformas têm se tornado uma alternativa crescente para jornalistas freelancers, especialmente em um momento em que a indústria de mídia enfrenta cortes e dificuldades econômicas. Embora o trabalho não substitua a produção jornalística tradicional, muitos veem nele uma oportunidade de adaptar suas habilidades para o contexto da IA, que exige constante intervenção humana para aprimorar modelos e aumentar a precisão das respostas dos sistemas. No entanto, o trabalho remoto também apresenta desafios, como a variabilidade na demanda por tarefas e questões relacionadas ao pagamento e à sobrecarga emocional de lidar com conteúdos sensíveis.
Apesar de algumas críticas, o trabalho em plataformas de IA tem sido adotado por profissionais que estão cada vez mais conscientes de que a tecnologia está moldando o futuro das profissões. Para jornalistas, essas plataformas oferecem uma chance de se atualizar em um mercado em constante evolução, embora ainda existam dúvidas sobre o impacto da IA no jornalismo a longo prazo. A flexibilidade do trabalho remoto tem atraído tanto iniciantes quanto jornalistas experientes, que reconhecem que, apesar dos desafios, o uso de ferramentas de IA é uma realidade crescente que demanda adaptação.