A Polícia Civil abriu um inquérito para investigar uma jornalista suspeita de estelionato após ser acusada de vender ingressos para eventos privados do carnaval em Olinda, Recife e Salvador, sem entregar os produtos. Mais de 20 boletins de ocorrência foram registrados contra a suspeita, e as autoridades estimam que cerca de 100 pessoas tenham sido prejudicadas. A investigação está sendo conduzida pela Diretoria de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (DRACCO), que também analisará documentos e comprovantes de pagamento das vítimas.
Durante a apuração, foi informado que a jornalista teria utilizado contas bancárias e uma maquineta de cartão em nome de terceiros para receber os valores das vendas. A polícia não descarta a possibilidade de haver mais vítimas fora de Maceió, nas cidades de Recife e Salvador, onde o golpe também pode ter ocorrido. As vítimas já registradas são principalmente da capital alagoana, mas há a expectativa de que mais pessoas procurem a delegacia para formalizar denúncias.
Além disso, a reportagem obteve mensagens trocadas entre clientes e a suspeita, nas quais se manifestam preocupações sobre o não recebimento dos ingressos, com algumas pessoas solicitando atualizações sobre a entrega dos produtos. A polícia segue ouvindo as vítimas e analisando os dados financeiros relacionados ao caso para reunir mais provas e entender a extensão do golpe.