A abertura de uma janela extra de transferências no futebol brasileiro, válida até 11 de abril, gerou debates intensos. A medida foi criada para beneficiar jogadores que ficaram sem clube após o término dos campeonatos estaduais, mas não agradou a todos os clubes. O Guarani, por exemplo, manifestou discordância, afirmando que a extensão do período de negociações prejudica o planejamento das equipes, especialmente aquelas que disputam a Série C do Campeonato Brasileiro. O executivo de futebol do clube, Rodrigo Pastana, classificou a decisão como um erro, destacando os impactos negativos para a preparação das equipes da terceira divisão nacional.
Pastana criticou a duração do novo período de transferências, argumentando que ele desestabiliza o planejamento dos clubes, que têm de lidar com a perda de jogadores a poucos dias do início da competição. Ele comparou a situação ao ano anterior, quando a janela foi estendida por apenas oito dias, o que já havia sido um desafio. Para o dirigente, a ampliação para um mês é um “absurdo” e pode afetar diretamente o desempenho das equipes que buscam uma preparação sólida para a competição.
Apesar das dificuldades impostas pela janela extra, o Guarani anunciou a contratação de novos jogadores, como o atacante Lucas Macedo e o meia japonês Ryuta Takahashi. Contudo, a equipe perdeu o atacante João Marcelo, que se transferiu para o Atlético-MG. O clube segue atento ao mercado e à necessidade de reforçar o elenco, enfrentando as dificuldades trazidas por essa medida no planejamento e na estabilidade da equipe.