A Itaúsa anunciou que espera o fim da ineficiência tributária, atualmente estimada em R$ 650 milhões, a partir de 2027, após a sanção da reforma tributária em janeiro. A diretora financeira, Priscila Toledo, afirmou que a empresa não enfrentará mais a tributação de Pis/Cofins sobre a receita financeira, o que impactava negativamente a rentabilidade do caixa. A expectativa é que a reforma traga uma solução definitiva para essa questão, proporcionando um alívio significativo para a holding.
Além disso, a Itaúsa declarou que não prevê impactos da possível tributação de dividendos, uma vez que a empresa repassa os proventos recebidos do Itaú Unibanco diretamente aos seus acionistas, que podem ser afetados pela medida. A holding também divulgou lucro líquido recorrente de R$ 3,7 bilhões no quarto trimestre, um crescimento de 16% em relação ao ano anterior, com as ações apresentando leve alta no mercado.
Em relação à alocação de capital, o presidente-executivo Alfredo Setubal reiterou que a Itaúsa segue com foco na redução de endividamento, como parte de sua estratégia, que inclui um aumento de capital de R$ 1 bilhão, a ser realizado com emissão de ações a um preço abaixo do valor de mercado. Setubal também mencionou que, devido à dificuldade de encontrar oportunidades de retorno significativo, a holding continua a avaliar alternativas, mas sem pressa em realizar novos investimentos.