A Itaúsa anunciou que, com a sanção da reforma tributária em janeiro, espera eliminar a ineficiência tributária que atualmente resulta em um impacto de R$650 milhões na empresa. A partir de janeiro de 2027, a holding prevê que a tributação do Pis/Cofins sobre a receita financeira não afetará mais sua rentabilidade. A diretora financeira, Priscila Toledo, destacou que esse é um dos principais avanços esperados com a reforma, que também traz clareza sobre o fim dessa ineficiência fiscal.
No contexto da reforma tributária, a Itaúsa não prevê impactos significativos com a possível aprovação da tributação de dividendos, já que os proventos do Itaú Unibanco são repassados diretamente aos acionistas, que poderiam ser mais afetados pela medida. A holding também divulgou um lucro líquido recorrente de R$3,7 bilhões no quarto trimestre de 2024, o que representa um crescimento de 16% em relação ao ano anterior. No acumulado do ano, o lucro líquido foi de R$14,8 bilhões, refletindo a boa performance financeira da empresa.
Em relação à alocação de capital, a Itaúsa segue focada na redução de endividamento, o que levou à decisão de realizar uma emissão de ações para levantar R$1 bilhão, com um preço inferior ao valor atual de mercado. O presidente da holding, Alfredo Setubal, mencionou a atual taxa de juros elevada e a dificuldade de encontrar oportunidades de investimento com retorno superior a 18% a 20%, destacando que a empresa ainda analisa alternativas estratégicas, como aumentar sua participação em algumas das suas investidas.