A Itália anunciou mudanças significativas nas regras para obtenção de cidadania por descendência, limitando o acesso apenas a descendentes de pais ou avós italianos. Anteriormente, qualquer pessoa com um ancestral vivo após 1861 poderia solicitar o direito, independentemente do grau de parentesco. A alteração afetará milhares de brasileiros que buscavam reconhecer sua ascendência italiana, um processo antes considerado um dos mais flexíveis da Europa.
Aqueles que já iniciaram o processo de reconhecimento não serão impactados pelas novas regras, conforme explicado por especialistas. A implementação será gradual, e a partir de 2026, um novo órgão em Roma centralizará as decisões, que antes eram tomadas por consulados e municípios italianos. A medida levanta questões sobre suas motivações, com alguns analistas comparando-a a políticas migratórias restritivas em outros países.
A mudança reflete uma tendência global de endurecimento nas leis de cidadania e imigração, com implicações para comunidades de descendentes, especialmente no Brasil, que abriga uma das maiores diásporas italianas. O método de implementação por decreto, sem debate parlamentar amplo, também gera preocupações sobre transparência. As novas regras devem redefinir o fluxo de solicitações e os laços entre a Itália e seus descendentes no exterior.