A federação italiana de ginástica anunciou a demissão da treinadora da seleção de ginástica rítmica após 29 anos no cargo. A decisão ocorreu após promotores solicitarem que ela fosse a julgamento por acusações de maus-tratos contra atletas. As investigações começaram em 2022, quando ex-ginastas relataram abusos psicológicos durante os treinamentos, incluindo práticas como pesagem pública e insultos relacionados ao peso. A treinadora nega as acusações e afirmou que sua prioridade é o bem-estar da equipe, mas que não recebeu justificativa formal para sua saída.
Organizações de apoio a vítimas de abuso no esporte comemoraram a decisão, descrevendo-a como um marco para mudanças no tratamento de atletas jovens. Uma das ex-ginastas envolvidas nas denúncias afirmou que a demissão simboliza o fim de métodos de treinamento ultrapassados e prejudiciais. No entanto, parte da comunidade esportiva expressou preocupação com o impacto da saída da treinadora no planejamento da equipe e na estabilidade das atletas.
O caso reacendeu o debate sobre a cultura do esporte de alto rendimento e a necessidade de proteger atletas, especialmente menores de idade. Enquanto a treinadora se prepara para se defender legalmente, a federação enfrenta pressão para implementar medidas que garantam um ambiente mais seguro e saudável para as ginastas. O desfecho do processo judicial pode influenciar futuras políticas esportivas na Itália e em outros países.