O governo italiano aprovou novas regras que limitam a obtenção da cidadania por direito de sangue (ius sanguinis) a duas gerações. Agora, apenas descendentes com pai ou avô nascido na Itália poderão solicitar a nacionalidade, excluindo bisavós e trisavós. A medida, aprovada em conselho de ministros, visa fortalecer os vínculos reais com o país e evitar abusos, como a comercialização de passaportes.
Além da restrição geracional, a reforma impõe que cidadãos naturalizados residentes no exterior mantenham laços com a Itália, exercendo direitos e deveres de cidadania pelo menos uma vez a cada 25 anos. O governo não detalhou quais seriam essas obrigações, mas destacou que o princípio do ius sanguinis não será abolido, permitindo que muitos descendentes de imigrantes ainda possam requerer a nacionalidade.
O ministério das Relações Exteriores citou exemplos como Argentina e Brasil, onde milhares obtiveram a cidadania nos últimos anos. Estimativas indicam que, sob as regras anteriores, até 80 milhões de pessoas no mundo poderiam reivindicar a nacionalidade italiana. A mudança reflete um esforço para tornar o processo mais rigoroso, preservando a seriedade da cidadania italiana.