O primeiro-ministro de Israel confirmou que viajará para a Hungria nesta semana, apesar de um mandado de prisão emitido pelo Tribunal Penal Internacional (TPI) por supostos crimes de guerra em Gaza. A visita, marcada para começar na quarta-feira, incluirá um encontro com o líder húngaro, que já declarou publicamente que não cumprirá a ordem do TPI. A Hungria, como membro da União Europeia, teoricamente deveria acatar as decisões do tribunal, mas o governo local tem histórico de discordâncias com o bloco em questões de direitos humanos e democracia.
Durante a viagem, o governo israelense reiterou suas exigências ao Hamas, incluindo o desarmamento e a saída de seus líderes de Gaza, enquanto promete intensificar a pressão militar sobre o grupo. Apesar de alegações de que Israel não estaria negociando, autoridades afirmam que as conversas continuam “sob fogo”, citando possíveis avanços. Enquanto isso, o Hamas afirmou ter aceitado uma proposta de cessar-fogo mediada por Egito e Catar, mas rejeitou a condição de abandonar as armas.
Enquanto isso, os conflitos em Gaza continuam, com relatos de novos ataques israelenses durante o feriado muçulmano do Eid al-Fitr, resultando em dezenas de mortes, incluindo crianças. Organizações humanitárias também relataram dificuldades em acessar áreas afetadas para resgates, com equipes sendo alvo de ataques. O cenário permanece tenso, sem comentários imediatos das autoridades israelenses sobre os incidentes mais recentes.