Israel intensificou sua ofensiva contra o Hamas, matando líderes do grupo durante ataques aéreos em Gaza, sinalizando o fim do cessar-fogo e a retomada da guerra. O governo israelense anunciou que continuará os bombardeios e que as negociações para a liberação dos reféns ocorrerão somente em um contexto de combate ativo. O primeiro-ministro de Israel declarou que a missão é destruir o Hamas e recuperar os reféns, apesar das críticas internas sobre o impacto nos civis palestinos.
A escalada da violência causou uma nova onda de mortes em Gaza, com centenas de vítimas, incluindo mulheres e crianças, e hospitais locais sobrecarregados. Testemunhos de civis relatam a dificuldade de acesso a cuidados médicos e a destruição generalizada, lembrando os primeiros dias do conflito. Israel, por sua vez, justificou seus ataques alegando que o Hamas usa civis como escudos humanos e que seus alvos são terroristas, não a população civil.
O rompimento do cessar-fogo trouxe críticas de familiares de reféns e líderes da oposição, que acusam o governo de priorizar interesses políticos sobre a vida dos civis e reféns. A situação se complica com a falta de consenso entre as partes sobre a continuidade do acordo de troca de prisioneiros. Enquanto o governo de Israel aponta a recusa do Hamas em liberar os reféns como um fator determinante para a retomada dos ataques, a comunidade internacional segue acompanhando a crise humanitária e política em Gaza.