O governo israelense enviou uma contraproposta aos mediadores internacionais, em coordenação com os EUA, após o Hamas ter aceitado uma proposta egípcia para uma possível trégua em Gaza. De acordo com fontes não identificadas, o grupo concordou em libertar cinco reféns vivos em troca de um cessar-fogo de 50 dias, coincidindo com o Eid al-Fitr. No entanto, os detalhes da contraproposta de Israel não foram divulgados. O líder do Hamas confirmou a aceitação da oferta, expressando esperança de que as negociações prossigam sem interrupções.
Enquanto isso, as forças israelenses iniciaram operações terrestres em Rafah, no sul de Gaza, com o objetivo de expandir a zona de segurança e desmantelar infraestruturas consideradas terroristas. Ataques aéreos também continuaram em toda a Faixa de Gaza, retomados em 18 de março após o colapso de uma trégua anterior. Israel afirma que a guerra só terminará quando o Hamas não estiver mais no poder e todos os reféns capturados em outubro de 2023 forem libertados.
Desde o fim da trégua, os ataques em Gaza resultaram na morte de mais de 830 palestinos, elevando o total de vítimas para mais de 50.000, segundo dados do ministério da saúde local, que não distingue entre civis e combatentes. As negociações para um novo cessar-fogo seguem em curso, mas com pouco progresso até o momento. O conflito continua a gerar repercussões internacionais, enquanto as partes buscam uma solução para o impasse.