Irmã Aleluia, cearense que vive em Olinda há 44 anos, se apaixonou pelo carnaval da cidade e, em especial, pelo bloco tradicional Homem da Meia-Noite. Chegou a Pernambuco em 1981, aos 19 anos, e foi morar na Academia Santa Gertrudes, situada no Alto da Sé, onde teve seu primeiro contato com o famoso calunga gigante. Desde então, a freira se encantou com a história do bloco e começou a celebrar o carnaval, vestindo-se anualmente com fantasias dedicadas ao Homem da Meia-Noite.
A história do bloco, que tem 93 anos de existência, sempre esteve próxima à sua rotina, já que a sede do Homem da Meia-Noite fica perto de onde ela reside. Com o tempo, irmã Aleluia passou a pesquisar sobre o bloco e a história de seu criador, Luciano Anacleto de Queiroz, além de registrar momentos importantes por meio de fotografias. Sua paixão pelo bloco se transformou em uma tradição, e a freira se tornou uma figura conhecida por sempre se vestir com a fantasia do Homem da Meia-Noite durante o carnaval.
Depois de mais de quatro décadas vivendo em Olinda, irmã Aleluia realizou um sonho: conhecer a sede do calunga gigante. Em uma emocionante surpresa, ela recebeu das mãos do presidente do bloco, Adilson Correia, uma camisa comemorativa pela edição de aniversário de 2025 do Homem da Meia-Noite. Para ela, a experiência foi um marco, e, com alegria, fez um apelo para que todos aproveitassem o carnaval com paz, alegria e respeito, reforçando que o carnaval deve ser uma celebração sem violência.