O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) apresentou aceleração em fevereiro, subindo 1,18%, após registrar um aumento de apenas 0,02% no final de janeiro. Esse crescimento foi principalmente impulsionado pelo setor de Habitação, em razão da devolução do bônus de Itaipu nas tarifas de energia elétrica. Quatro das oito classes de despesas observaram aceleração, destacando-se Habitação, Transportes, Despesas Diversas e Comunicação. Por outro lado, áreas como Alimentação, Vestuário, Educação, Leitura e Recreação, e Saúde e Cuidados Pessoais apresentaram desaceleração no ritmo de aumento dos preços.
Entre os itens que mais impactaram a inflação para cima, destacam-se a energia elétrica residencial, com um aumento expressivo de 7,63% para 17,68%, e o preço da gasolina, que passou de 2,56% para 2,97%. O aluguel residencial e o custo do condomínio também mostraram alta, enquanto itens como café em pó tiveram um aumento menor do que no mês anterior. Esses movimentos ocorreram em um cenário geral de inflação mais elevada, com os aumentos concentrados em serviços e bens essenciais.
Por outro lado, alguns produtos e serviços apresentaram quedas no preço, ajudando a equilibrar o índice. A passagem aérea, por exemplo, continuou a reduzir seu impacto, com uma queda de 16,53% para 16,86%. Outros produtos como batata-inglesa, cebola, cinema e leite tipo longa vida também tiveram variações negativas. Essas quedas contribuíram para moderar o avanço de preços no IPC-S, equilibrando os efeitos de alta no índice geral.