Em agosto de 2024, a Polícia Civil de Formosa, Goiás, concluiu a investigação sobre o assassinato de um fazendeiro local. O crime ocorreu quando suspeitos invadiram a propriedade da vítima, se passando por policiais, e fizeram 10 reféns. O caso foi marcado por uma ação de aproximadamente seis horas, durante as quais o fazendeiro foi agredido até a morte. O motivo do crime estaria relacionado a desentendimentos na negociação de uma carga de sementes de milho e um empréstimo de R$ 30 mil não pago.
De acordo com a Polícia Civil, os suspeitos utilizaram trajes operacionais e diversas armas de fogo, evidenciando um modus operandi típico de grupos paramilitares. Além disso, foi realizada uma operação chamada “A Isca”, que resultou na prisão de quatro suspeitos e na apreensão de armas e munições. A investigação concluiu que o assassinato foi premeditado, com um dos suspeitos forçando a vítima a ingerir milho durante as agressões.
O delegado responsável pelo caso informou que três suspeitos tiveram a prisão temporária convertida em preventiva e que o caso foi encaminhado ao Ministério Público para análise e prosseguimento das investigações. A motivação do crime foi amplamente atribuída aos conflitos financeiros entre as partes envolvidas, com destaque para o empréstimo não quitado e a negociação mal-sucedida da carga de sementes.