Com a Selic em 14,25% ao ano, investidores de renda fixa estão em busca de estratégias para garantir um rendimento líquido de 1% ao mês, mesmo após o Imposto de Renda. Especialistas explicam que, para alcançar esse objetivo, é necessário considerar os juros compostos e a tributação variável. Ativos isentos, como LCIs e LCAs, exigem uma taxa prefixada de 12,68% ao ano ou 89% do CDI, enquanto títulos tributáveis, como Tesouro Direto e CDBs, demandam taxas mais altas devido à tabela regressiva do IR.
A rentabilidade de 1% ao mês é viável em cenários de juros elevados, mas exige diversificação e atenção aos prazos. Para investimentos de curto prazo, as taxas necessárias são maiores, chegando a 16,36% ao ano em aplicações de até 180 dias. Já no longo prazo, como acima de 720 dias, a taxa cai para 14,92%. No caso de pós-fixados, a remuneração varia conforme a Selic, exigindo até 115,6% do CDI para prazos curtos.
Especialistas recomendam cautela ao montar a carteira, destacando a importância de equilibrar segurança, liquidez e rentabilidade. Ativos bancários, como LCIs e CDBs, são opções conservadoras, enquanto CRIs, CRAs e debêntures atendem a perfis moderados, mas envolvem riscos corporativos. Fundos de crédito e FIDCs também são alternativas, porém exigem análise cuidadosa. O cenário atual favorece retornos atraentes, mas o investidor deve alinhar suas escolhas às necessidades individuais e ao apetite por risco.