Em um dia com poucos indicadores econômicos, os investidores no Brasil e nos Estados Unidos voltam sua atenção para os efeitos das incertezas tarifárias sobre a economia global e os resultados corporativos. A falta de clareza em normas estruturais, como alíquotas de impostos e tarifas comerciais, tende a desencorajar investimentos e reduzir a atividade empresarial, impactando lucros e crescimento no longo prazo. Bancos como o Barclays já revisaram para baixo suas projeções para índices americanos, citando tensões comerciais e medidas protecionistas como fatores limitantes para os ganhos do mercado em 2025.
Os analistas destacam que as recentes tarifas impostas a parceiros comerciais importantes, como Canadá, México e China, além da expectativa de novas medidas em abril, têm elevado a preocupação entre consumidores e investidores. No Brasil, os dados de fevereiro mostram um saldo negativo nas transações correntes e uma queda no investimento estrangeiro direto, reforçando o cenário cauteloso. Enquanto isso, nos EUA, a ausência de indicadores relevantes deixa o mercado mais suscetível às oscilações de humor dos participantes.
O clima geral permanece negativo, com incertezas políticas e comerciais pressionando as decisões corporativas e as perspectivas de crescimento. A revisão da meta do S&P 500 para 5.900 pontos, ante os 6.600 anteriores, reflete essa cautela, projetando uma alta modesta de apenas 0,3% no acumulado do ano. O texto reforça que, em um ambiente de incerteza, a tendência natural é de redução de riscos, o que pode prolongar o cenário de menor dinamismo nos mercados.