A reitora interina da Universidade de Columbia, Katrina Armstrong, anunciou sua renúncia nesta sexta-feira, 28, após meses à frente da instituição durante um período marcado por tensões políticas e pressões financeiras. Em comunicado, ela afirmou que seu foco permanece na área científica e na cura, retornando ao cargo de diretora do centro médico da universidade. A decisão ocorre dias após a Columbia aceitar uma série de mudanças exigidas pelo governo federal para restaurar US$ 400 milhões em financiamento, incluindo revisões nas políticas de admissão e restrições a protestos no campus.
A universidade nomeou Claire Shipman, copresidente do conselho e ex-jornalista, como nova líder interina enquanto busca um substituto permanente. Shipman traz experiência em comunicação e liderança, mas assume em um momento crítico: a Columbia enfrenta investigações federais e cortes de verbas, acusada de não combater suficientemente o antissemitismo durante os protestos relacionados ao conflito entre Israel e Hamas. As novas medidas, como a proibição de máscaras em manifestações e maior vigilância policial, geraram críticas de acadêmicos e defensores da liberdade de expressão.
A crise reflete um embate mais amplo entre o governo e universidades nos EUA, com ameaças de cortes bilionários em financiamento para pesquisa. A Columbia, em particular, tornou-se alvo de ações punitivas, criando divisões internas sobre como equilibrar autonomia acadêmica e compliance político. Enquanto a instituição tenta navegar esses desafios, a saída de Armstrong simboliza as dificuldades enfrentadas por líderes universitários em um cenário polarizado.