Estudar no exterior tem se tornado uma opção cada vez mais popular entre pessoas acima dos 50 anos, que buscam aprimorar o idioma, viver novas experiências de aprendizagem ou até reviver sonhos antigos. Segundo a Associação Brasileira de Agências de Intercâmbio (Belta), esse público aumentou em 20% em 2024, ocupando a 7ª posição entre os grupos mais interessados em estudar fora. Para muitos, essa oportunidade surge após a estabilidade financeira e a independência dos filhos, permitindo que investam em seus próprios desejos.
O exemplo de Érica Ramos, uma empresária que decidiu realizar seu sonho de intercâmbio aos 50 anos, reflete a mudança de mentalidade entre os mais velhos. Ela compartilha que, apesar de ter desejado fazer um intercâmbio na juventude, a falta de recursos a impediu. Agora, mais madura, ela decidiu tirar o sonho da gaveta e aproveitar a oportunidade. De acordo com especialistas, muitas pessoas desse grupo etário percebem que nunca é tarde para aprender e se aprimorar, especialmente quando o foco está em objetivos pessoais e culturais.
As agências especializadas têm notado um aumento na demanda de intercâmbios para esse público. Destinos como Europa, Estados Unidos e Canadá estão entre os mais procurados, com diferentes perfis de alunos, desde aqueles que buscam melhorar o idioma para viagens turísticas até os que desejam um reencontro com o aprendizado e a troca cultural. A experiência de imersão é vista como uma maneira de enriquecer a vida e enfrentar novos desafios, como destaca a gerente de uma agência especializada, Erli Moraes.