A informalidade entre empregadores no Brasil é um fenômeno histórico, com quase um quinto deles atuando sem formalização. Dados recentes mostram que, entre março de 2024 e fevereiro de 2025, surgiram 64 mil novos empregadores formais, que registraram funcionários sob a CLT. No mesmo período, também houve crescimento entre os informais, com 29 mil novos empregadores nessa condição. Esse cenário reflete um mercado de trabalho aquecido, mesmo diante dos esforços do Banco Central para conter a inflação com altas nos juros.
A taxa de informalidade entre empregadores permanece estável em torno de 18,9%, segundo o IBGE. Essa condição limita o acesso a crédito e mercados mais sofisticados, além de representar uma perda de oportunidades para os próprios empresários. Para o país, a informalidade significa menos contribuições à Previdência Social e um impacto negativo na produtividade da economia a médio e longo prazo, como explica Guilherme Fowler, professor de economia do Insper.
Os motivos para a persistência da informalidade incluem os altos custos de formalização e a falta de informação sobre como regularizar um negócio. Embora muitos empreendedores comecem pequenos, como vendedores ambulantes ou prestadores de serviços, a expansão do negócio muitas vezes não é acompanhada pela formalização das contratações. O desafio, portanto, é equilibrar a simplificação dos processos burocráticos com a conscientização dos benefícios da formalização para os negócios e a economia como um todo.