Um empresário e influenciador digital faleceu em janeiro após sofrer uma parada cardiorrespiratória durante a aplicação de anestesia geral para realizar uma tatuagem em Itapema, Santa Catarina. Laudos periciais confirmaram que ele apresentava hipertrofia cardíaca, condição que pode aumentar os riscos em procedimentos médicos. Familiares reconheceram o uso de anabolizantes, substâncias associadas a complicações cardiovasculares, embora o laudo não as cite diretamente.
A investigação, tratada como homicídio culposo, concentra-se na análise da anestesia administrada, já que o óbito ocorreu antes mesmo do início da tatuagem. O hospital envolvido afirmou ter disponibilizado apenas a estrutura física e equipamentos, enquanto o estúdio de tatuagem destacou que contratou um anestesiologista especializado e cumpriu protocolos de segurança, incluindo exames prévios e termo de consentimento.
O Conselho Regional de Medicina de Santa Catarina (CRM-SC) afirmou que não há proibição expressa para anestesia em tatuagens, mas ressalta a necessidade de avaliar riscos e benefícios. O caso segue sob apuração, com foco na responsabilidade técnica do procedimento. O influenciador, pai de quatro filhos e empresário do setor de veículos luxuosos, não chegou a ser tatuado, falecendo durante a sedação inicial.