O texto aborda a defesa da redução tributária sob uma perspectiva liberal, argumentando que a população sabe melhor como gerir seus recursos do que o Estado. No entanto, o autor destaca que tal redução deve ser acompanhada de uma gestão responsável das finanças públicas, visto que o Brasil enfrenta um alto custo com serviços essenciais, como saúde e educação, além de outras despesas obrigatórias. Sem um controle adequado, um corte de impostos pode resultar em desequilíbrio fiscal e aumento da dívida pública.
Em relação à isenção de Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, o autor alerta para o risco de que a compensação tributária proveniente de contribuições de quem ganha mais de R$ 50 mil mensais não seja suficiente. Caso isso ocorra, a medida pode não ser sustentável e gerar consequências como o aumento do endividamento público, o que eleva os juros e impacta negativamente a economia, afetando principalmente a população mais pobre.
Além disso, o texto aponta que essa isenção pode gerar um efeito inflacionário, já que a economia brasileira está operando com baixa capacidade ociosa. Embora os trabalhadores possam ser isentos do Imposto de Renda, a inflação pode reduzir seu poder de compra, resultando em um “imposto inflacionário” que compensaria a perda de arrecadação. Assim, mesmo com a isenção, o trabalhador pode acabar pagando mais tributos indiretamente, através do aumento dos preços.