No desfile do Império Serrano, a escola enfrentou grandes desafios, após ser severamente afetada por um incêndio na Maximus Confecções, que destruiu a maior parte das fantasias e adereços. Mesmo sem os trajes tradicionais, a agremiação seguiu para a Sapucaí com muita garra e emoção, superando as adversidades. O intérprete Kléber Simpatia, antes do desfile, fez um apelo à Nação Imperiana, enfatizando que a verdadeira fantasia da escola estava dentro dos seus integrantes, no verde e branco de suas almas e corpos.
A escola, que desfilou sem ser julgada, alongou seu tempo na avenida, ultrapassando o limite de 55 minutos. Durante o desfile, o carro de som que deveria tocar o samba-enredo passou a entoar hinos históricos, em um momento de grande comoção para os componentes. As fantasias da maioria dos integrantes foram destruídas no incêndio, restando apenas alguns membros da Velha-Guarda, crianças, casais de mestre-sala e porta-bandeira, bateria e comissão de frente com parte dos trajes originais. Os outros participantes desfilaram com camisas e batas improvisadas.
O enredo escolhido pela escola para o desfile de 2025, intitulado “O que espanta a miséria é festa”, homenageava o compositor e baluarte da escola, Beto Sem Braço. Autor de sambas emblemáticos, ele foi uma figura central na construção da identidade do Império Serrano no carnaval carioca. Apesar das dificuldades, a escola manteve o espírito festivo e seguiu seu desfile, levando para a avenida a mensagem de superação e celebração da alegria.