O ministro da Fazenda afirmou que ainda é cedo para avaliar os efeitos econômicos das novas tarifas impostas pelos Estados Unidos ao Brasil, classificando a medida como uma “sanha tarifária”. Durante o evento Arko Conference em São Paulo, ele destacou que o desfecho depende de fatores externos, como as decisões das autoridades norte-americanas, e mencionou conversas com outros países, como o Canadá, sobre o tema. O ministro também expressou esperança de uma possível desvalorização do dólar, o que ajudaria a controlar a inflação no Brasil, já que a moeda forte encarece importações.
As tarifas, anunciadas pelo governo dos EUA, incluem taxações de 25% para carros importados a partir de 2 de abril, além de medidas similares para aço e alumínio. O Brasil, sendo um dos principais fornecedores desses produtos, pode sofrer impactos significativos, com estimativas de perdas nas exportações variando entre US$ 700 milhões e US$ 1,5 bilhão. O dólar encerrou a semana em alta, cotado a R$ 5,76, reflexo das incertezas geradas pelas políticas comerciais.
O ministro evitou citar nomes, mas reforçou que a retórica protecionista traz volatilidade ao cenário global. Apesar disso, ele acredita em uma possível mudança de trajetória, embora as incertezas persistam. Enquanto isso, o governo brasileiro monitora os desdobramentos e seus efeitos sobre a economia local, especialmente no que diz respeito aos preços ao consumidor.