O presidente da Hungria, Tamas Sulyok, sancionou uma lei proposta pelo governo de Viktor Orban que proíbe a realização da marcha anual do Orgulho LGBT no país. A medida foi aprovada pelo parlamento em 18 de março e visa impedir o evento sob a justificativa de que ele poderia ser prejudicial às crianças. A lei também permite o uso de câmeras de reconhecimento facial pela polícia para identificar os participantes e aplicar multas.
Em resposta à aprovação da lei, manifestantes realizaram protestos em Budapeste, bloqueando uma ponte na cidade. Além disso, várias figuras públicas, incluindo representantes da União Europeia e organizações de direitos humanos, expressaram preocupações sobre a restrição da liberdade de reunião e o impacto sobre os direitos da comunidade LGBT. A comissária da UE para a Igualdade, Hadja Lahbib, afirmou que o direito de se reunir pacificamente é fundamental e deve ser defendido em todos os países da União Europeia.
Apesar da proibição, os organizadores da marcha do Orgulho anunciaram que irão manter a data do evento marcada para 28 de junho de 2025. O prefeito de Budapeste, Gergely Karacsony, também manifestou seu apoio, declarando que a cidade continuará a celebrar o Orgulho. A decisão de Orban, criticada por muitos, reflete uma postura contínua de seu governo em relação à comunidade LGBT e a temas sociais polêmicos.