O presidente da Câmara dos Representantes dos EUA sugeriu que o Congresso pode intervir no sistema judiciário federal, incluindo a possibilidade de cortar verbas, reestruturar ou até eliminar tribunais. A declaração foi feita em resposta a decisões judiciais que bloquearam políticas associadas a um ex-presidente, refletindo a insatisfação de alguns legisladores com o poder das cortes. O discurso destacou a tensão entre os poderes Legislativo e Judiciário, com base no argumento de que o Congresso teria autoridade para regular o sistema judicial.
O posicionamento foi apresentado durante uma coletiva de imprensa, na qual o líder da Câmara, um ex-advogado constitucional, enfatizou a necessidade de equilibrar os poderes governamentais. Embora não tenham sido detalhadas propostas concretas, a menção a medidas radicais chamou a atenção para o debate sobre os limites da interferência legislativa no Judiciário. A discussão ocorre em um contexto de polarização política, onde decisões judiciais têm sido frequentemente contestadas por grupos partidários.
Analistas observam que a ideia de restringir o funcionamento das cortes federais pode gerar controvérsias, dado o papel histórico do Judiciário como um freio e contrapeso aos outros poderes. A situação ilustra os desafios institucionais em um sistema democrático, onde conflitos entre os ramos do governo nem sempre encontram soluções consensuais. O tema deve continuar em pauta, especialmente em um ano eleitoral marcado por debates acalorados sobre a independência das instituições.