O Hospital de Clínicas (HC) da Unicamp está enfrentando uma superlotação crítica, com sua Unidade de Emergência Referenciada (UER) funcionando a 500% de sua capacidade. Devido a essa situação, foi solicitada a interrupção temporária do acolhimento de pacientes adultos enviados pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Corpo de Bombeiros e a Central Estadual de Regulação de Vagas (Cross), enquanto as equipes internas buscam medidas para acomodar os pacientes já atendidos. No entanto, os setores de pediatria e cirurgias não foram afetados pela superlotação.
A sala de emergência da clínica médica está operando com 200% de sua capacidade, enquanto a sala de emergência para trauma está a 300%. A administração do hospital informou que não há mais espaço físico disponível para acomodar novos pacientes graves, nem para fornecer cuidados essenciais, como pontos de internação. Apesar disso, todos os pacientes estão sendo atendidos, com a prioridade sendo dada aos casos mais graves. O hospital recomenda que a população busque atendimento em outros hospitais da região.
O aumento da demanda no HC é atribuído a diversos fatores, incluindo o crescimento no número de casos complexos, que tem sido uma tendência nacional. A superintendente do hospital, Elaine Ataíde, destacou que o número de pacientes que necessitam de internação tem aumentado significativamente, o que agrava a situação de superlotação. Além disso, a diminuição de pessoas com planos de saúde e o envelhecimento da população são fatores que contribuem para essa sobrecarga nos hospitais públicos, como o HC da Unicamp.