O crime ocorreu em maio de 2024, quando uma jovem foi assassinada em Fortaleza, Ceará. A vítima, de 24 anos, foi encontrada morta em sua residência com sinais de tortura, embaixo da cama. A investigação revelou que ela havia discutido com o suspeito no dia anterior ao homicídio. Após o crime, o acusado fugiu para Pernambuco, onde foi preso dias depois, na cidade de Jaboatão dos Guararapes. A perícia indicou que a causa da morte foi asfixia, além de fraturas nos braços, pernas e pescoço da vítima.
No julgamento realizado em 12 de março de 2025, o réu foi condenado a 33 anos, 10 meses e oito dias de prisão pelo homicídio, considerado feminicídio. O Ministério Público do Ceará havia pedido a condenação por motivo torpe, meio cruel e por crime cometido contra a mulher, com base nas circunstâncias do crime. A sentença foi dada pelo Conselho de Sentença da 3ª Vara do Júri, presidido pela juíza Daniela Lima da Rocha, que acolheu a tese do MPCE.
A vítima havia discutido com o suspeito durante uma reunião familiar no dia anterior ao crime, o que teria gerado o conflito. No dia seguinte, após não ter sido vista pela família e sem contato, os parentes arrombaram a porta de sua casa, onde encontraram o corpo. A perícia também descartou que a mulher estivesse grávida, conforme inicialmente suspeitado. O caso foi classificado como feminicídio devido às circunstâncias do crime e à violência sofrida pela vítima.