Mais de 400 profissionais da indústria cinematográfica, incluindo atores, diretores e músicos, assinaram uma carta direcionada ao governo dos Estados Unidos, pedindo que a proteção de direitos autorais não seja removida para permitir que empresas de tecnologia, como Google e OpenAI, utilizem obras protegidas para treinar inteligência artificial sem a permissão ou compensação dos detentores dos direitos autorais. O documento destaca a preocupação de que tal medida prejudicaria não apenas filmes e músicas, mas também o trabalho de diversos profissionais criativos, como escritores, fotógrafos e cientistas, que dependem da proteção de suas obras intelectuais.
A carta alerta para os riscos de enfraquecer a legislação de direitos autorais, argumentando que isso afetaria a indústria do entretenimento, que representa bilhões de dólares e milhões de empregos nos Estados Unidos. Além disso, os signatários defendem que a liderança global em inteligência artificial não deve ser conquistada à custa da indústria criativa, que é essencial para a democracia, o poder cultural e econômico do país. Eles apontam que, ao permitir o uso irrestrito de dados protegidos por direitos autorais, as empresas de IA estariam minando a base da propriedade intelectual nos Estados Unidos.
O movimento reflete uma crescente preocupação sobre os impactos da inteligência artificial na economia do conhecimento e na proteção dos direitos dos criadores. A carta, que foi inicialmente assinada por figuras de destaque da indústria, agora está aberta para mais adesões, visando fortalecer o posicionamento contra a proposta de mudanças nas leis de direitos autorais. O apelo é por uma reflexão sobre os limites éticos e legais do uso de obras para fins tecnológicos, buscando um equilíbrio que proteja tanto a inovação quanto os direitos dos criadores.